Segundo
o presidente da Associação Mineira de
Municípios, Julvan Lacerda, medida será
impositiva e válida por 15 dias

O
governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo),
confirmou, na noite da segunda-feira (15/3), que
todas as regiões do estado serão inseridas na
onda roxa do programa Minas Consciente a partir da
quarta-feira (17). A princípio, a medida será
válida por 15 dias.
A
decisão foi comunicada em uma reunião realizada
com prefeitos e representantes de consórcios
municipais de saúde e já tinha sido adiantada
pelo presidente da Associação Mineira de
Municípios (AMM), Julvan Lacerda. Minas Gerais
vive, atualmente, o momento mais grave da
pandemia, com hospitais no limite. Na capital,
Belo Horizonte, a ocupação de leitos de terapia
intensiva chegou a 93,4% nesta segunda-feira.
"Chegamos
agora no momento mais difícil, os hospitais
estão no limite, ao mesmo tempo em que muitas
pessoas não estão respeitando as medidas de
isolamento. O resultado é que todas as regiões
do estado enfrentam hoje dificuldades para
oferecer atendimento médico. Por isso, ouvindo os
especialistas em saúde e nosso comitê de
enfrentamento da Covid, anunciamos medidas mais
duras, pensando na proteção de todos os mineiros
e para garantir atendimento adequado",
afirmou Zema.
A
adesão dos municípios à onda roxa será
obrigatória. Segundo o governador, apenas
serviços essenciais serão autorizados a
funcionar e somente pessoas que trabalham nessas
atividades deverão circular nas ruas.
De
acordo com o novo secretário estadual de Saúde,
Fábio Baccheretti, nos últimos três dias, o
número de pacientes à espera de vagas cresceu
"de forma exponencial" em Minas
Gerais.
"Diferente
de todo o cenário vivido nos últimos 12 meses,
desde o início da pandemia, a gente desta vez
vive um cenário único, que é todo o Estado
sofrendo muito ao mesmo tempo",
pontuou.
Segundo
ele, o estado está trabalhando para ampliar o
número de leitos. Em fevereiro do ano passado,
antes da pandemia, os municípios mineiros tinham
2.072 leitos de UTI. Hoje, são 4.248. Nesta
segunda-feira, 85,31% dos leitos de terapia
intensiva para pacientes com Covid-19 estão
ocupados.
“Estamos
utilizando todos os recursos possíveis. Os
hospitais da Fhemig estão adaptando blocos
cirúrgicos e pronto-atendimento para vivarem
leitos de CTI. Faremos remanejamento de
equipamentos para que os municípios consigam,
durante as próximas semanas, ampliar leitos”,
afirmou o secretário.

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