Vereadora
mais votada de BH foi Duda Salabert

No
balanço do processo eleitoral, a comunidade LGBT
está celebrando os resultados vindos dos
municípios. Em um marco histórico, mais de 60
vereadores LGBTs foram eleitas no Brasil em
2020. Candidaturas e eleições LGBTs aumentaram e
evoluíram consideravelmente, disparando a
representatividade na política.
O
recorde no número de candidatos que se declaram
como gays, lésbicas, bissexuais, travestis ou
transexuais, além de registrar aumento entre
candidaturas de aliados, é uma resposta à
conjuntura de ataques às sexualidades não
normativas e também resultado de um processo de
empoderamento destes atores sociais.
Com
isso, o cenário político começa a se
transformar bruscamente. Até pouco tempo atrás
dominado completamente por homens brancos
heterossexuais e cisgêneros, hoje é lavado a
abrir-se para a diversidade.
Dentre
os muitos nomes LGBTs eleitos em 2020, destacam-se
os mandatos coletivos. É o caso de Fortaleza,
onde o Coletivo Nossa Cara (PSOL), formado pelo
trio de mulheres Louise, Lila e Adriana, alcançou
9,8 mil votos e ocupará uma das cadeiras da
Câmara Municipal de Fortaleza. O grupo carrega as
bandeiras negra, periférica, feminista e LGBTI+
e, entre as componentes, conta com Lila, lésbica
e ativista da causa.
Mas
nem tudo são flores para o movimento. Entre os
nomes identificados como pertencentes ao campo
identitário, está Fernando Holiday (Patriota),
infelizmente reeleito em São Paulo. O vereador
foi o 5º mais votado da cidade. Apesar de ser gay
e negro, ele costuma ser conservador e atuar
contra pautas LGBT e da promoção da igualdade
racial.
Mas
felizmente, há muito progresso por outro lado e
representatividade de pessoas que fazem a
diferença. Erika Hilton (PSOL) e Thammy
Miranda (PL) são os primeiros corpos trans a
ocuparem a Câmara dos Vereadores de São Paulo.
No Rio de Janeiro houve a eleição da viúva de
Marielle Franco, Monica Benício (PSOL),
além de Tainá de Paula (PT).
Em
Belo Horizonte, Duda Salabert quebrou o
recorde histórico e foi a vereadora mais votada
da história da cidade. Em Florianópolis (SC), e
Carnaúba (RN), também tivemos as primeiras
eleições trans das cidades com Linda Brasil e
Thabatta Pimenta, isso só pra citar alguns
exemplos.
O
recorde já era apontado por levantamento da ONG
Aliança Nacional LGBTI+, que destaca a
existência de 497 candidaturas ligadas à
causa LGBT.









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