"Reverenciar
Stonewall é mais que oportuno na atual conjuntura
política do País, que coloca em risco os
direitos conquistados"
A 23ª
Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, que
acontece em 23 de junho de 2019, vai fazer uma
homenagem aos 50 anos da rebelião de Stonewall. O
momento histórico marca a luta pelos direitos
LGBTs no mundo e será relembrado em um dos
maiores eventos de visibilidade LGBT+ do Brasil.
De
acordo com Nelson Matias Pereira, sócio fundador
da APOGLBT SP, Stonewall é um marco para o
movimento LGBTI+ por ter sido a primeira vez que a
comunidade LGBT se juntou para resistir aos maus
tratos e violências sofridos.
"O
fruto dessa batalha foi o nascimento das paradas e
as entidades LGBTI+ em diversos países. Esse foi
um momento de virada em que o orgulho da nossa
comunidade passou de ressignificar o lugar de
marginalização e estima no qual a sociedade
havia nos colocado", explicou ao HuffPost.
Segundo
Pereira, o tema é importante devido à atual
conjuntura política do País, sob comando do
presidente eleito, Jair Bolsonaro.
"Bolsonaro
já declarou que 'seria incapaz de amar um filho
homossexual'. Que 'prefere um filho morra num
acidente do que apareça com um bigodudo por aí'.
Reverenciar Stonewall é mais que oportuno na
atual conjuntura política do País em que o
presidente eleito coloca em risco os direitos
conquistados após muita luta. Os 50 anos de
Stonewall nos lembram que precisamos resistir em
dias difíceis", completa.
Em
28 de Junho de 1969, a polícia de Nova York
invadiu o bar Stonewall Inn, localizado em
Manhattan, e conhecido por ser um dos poucos
estabelecimentos que aceitavam a presença de
gays, lésbicas, trans ou drag queens em seus
espaços. Na época, a comunidade LGBT era
completamente marginalizada e criminalizada nos
Estados Unidos.
Após
a invasão, houve uma série de reações
violentas dos membros da comunidade. O movimento
foi considerado um dos mais importantes que
fortaleceu luta pelos direitos LGBT no país.

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