Bebs
Contagem abre às portas com show de Victor & Guilherme
1º
sábado da nova balada ficou lotada mas público
protestou contra regras antiquadas da casa noturna
sobre vestimentas
O
1º fim de semana de funcionamento do Bebs
Contagem bombou com a inauguração na quarta,
dia 10 abril e a noite do sábado, (13/4).
A nova
unidade da rede tem capacidade para mais de
800 pessoas. Um grande salão interno e um deck externo
com vista panorâmica para a av. Prefeito Gil
Diniz. O padrão de decoração
segue o das outras já em funcionamento com tetos
coloridos e muito neon nas paredes. A rede que já teve 8 unidades,
agora
só conta com 5 sendo uma lgbt, o Code Bar,
na Savassi.
A
dupla Victor & Guilherme fez show no
sábado e teve um grande público assistindo sua
apresentação. Com poucos lugares para assentar,
a maior parte do público ficou em pé. A entrada
foi de R$ 10 até 22h e R$ 20 após e deu fila
na porta até meia-noite.
Segundo
o pessoal do marketing do Bebs, essa unidade vai fechar no
máximo as 3h da manhã na sexta e sábado e
domingo as 00h, dias que deve ter maior
movimento.
Muita
gente protestou na porta com a proibição de usar
boné, roupas esportivas e chinelos. Uma placa
grande estava na portaria para surpresa de várias
pessoas que foram desavisadas sobre a proibição.
Essas regras
antiquadas eram muito usadas nos anos 90 por
boates de todo país e em BH também era quase um
padrão de todas as mais chiques.
Apesar da
inauguração ter bombado, boa parte do público que
foi ao novo Bebs Contagem não gostou das normas de
ser proibido a entrada no estabelecimento usando bonés e
similares, chinelos, camisas regatas e camisas de
times. Uma grande placa estava afixada bem na entrada
e o segurança e o promoter barrava quem queria entrar
com blusas de times também ou de chinelos ou
sandálias.
Tais regras ferem a constituição federal pois
representa discriminação no que tange ao modo de se
vestir das pessoas. A discriminação é
proibida expressamente, como consta no art. 3º,
IV da Constituição Federal, onde se dispõe
que, entre os objetivos fundamentais da República
Federativa do Brasil, está: promover o bem de todos,
sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e
quaisquer outras formas de discriminação.
Pode-se entender que ao proibir tipos de roupas e
vestimentas está se discriminando pessoas pela sua aparência
e modo de se vestir e classe social.
Muita
gente não gostou e disse que não voltará ao
estabelecimento até que tais normas sejam
revistas. A equipe do Ferveção questionou o
promoter da casa sobre a proibição e o mesmo
disse que já trabalha há anos na noite e que
essa é uma medida corriqueira de alguns
estabelecimentos e adotada no Bebs. Detalhe,
no
cardápio da boate está a venda bonés com a
logomarca da casa noturna mesmo sem poder usar o
acessório no espaço.
Outro
fato negativo foi o despreparo de um promoter que
comandava e organizava a entrada de pessoas no
local. O rapaz passava moças bonitas na frente de
outras que estavam na fila há minutos esperando a
vez e de modo agressivo barrava pessoas com bonés
e camisas de times ou chinelos.
Ferveção entrou em
contato com a casa noturna e a responsável pelo
marketing disse que iria repassar os
questionamentos para o responsável da unidade.
No
contato via Whatsapp, a pessoa informou que a
proibição de entrar de bonés no estabelecimento
é uma norma da casa e que infelizmente esse
procedimento não pode ser revisto no momento.
Em
relação ao promoter que estava destratando
pessoas na entrada do estabelecimento, ela disse
que iria repassar as informações para o gerente
para que fossem tomadas providências com
relação ao profissional despreparado.